SoniaNogueira

Arte e Emoção Caminhando

Diário
13/03/2010 17h01
*GRUPO CHOCALHO


 Semana da Poesia

 A Primeira Semana da Poesia, do ano 2010, de 08 à 14 de março, organizada pelo professor e escritor, Auriberto Cavalcante, coordenador
do Grupo Chocalho.  Todo empenho vem demonstrando o apoio deste poeta na literatura cearense.
O chocalho, símbolo do grupo, badalou anunciando a abertura oficial do programa, por Auriberto Cavalcante.

Dia 08 de março, Dia internacional da Mulher, nos reunimos na casa de Juvenal Galeno, para abertura do programa. Depois de servido um café houve entrega de diplomas a “Mulher Poesia”,  algumas não compareceram por motivo de força maiores.

Foram relembrados os 100 anos de Raquel de Queiroz, cearense de Quixadá, e, 250 anos de Bárbara de Alencar, heroína brasileira, nascida em Pernambuco e avó do grande escrito José de Alencar.

Dentre algumas falas recitei um poema sobre o Dia Internacional da Mulher.
Recital poético, dia 13 de março sábado, às 10h00min, local Titanzinho. Praia de Iracema, 16h00min concentração no Aterro e caminhada até a Ponte dos Ingleses, com recital ao por do sol. Domingo, retiro poético na casa José de Alencar de 10h00min às 13h00min.
 
" DÊ UMA POESIA PARA QUEM VOCÊ AMA "
mensagem de Auriberto Cavalcante
* Chovendo

Chove na calçada é madrugada
Murmura a ventania soa o eco
E junto à emoção calo desperto
Aconchegando amor na alvorada
 
Nas gotas a canção faz melodia
O corpo no silêncio é poesia
O pensamento voa em anistia
 
Liberta emoção palavras dançam
E dançam tão somente na neblina
Milhões de pensamentos, e capina
Lembranças das horas matutinas
 
O sono foi seguindo devagar
Os dois, sono e chuva, a divagar
Uniram meu sonhar ao teu luar
 

SoniaNogueira
 



Publicado por sogueira em 13/03/2010 às 17h01
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07/03/2010 22h36
* A PALESTRANTE


               A Palestrante

              Ontem, dia 06/03/2010, assisti a uma palestra com a jornalista e professora Adísia Sá, no Shopping Benfica. Compareceram mais ou menos umas cento e cinquenta pessoas.
            Não a conhecia pessoalmente, apenas ouvia sua voz pela rádio. Sempre ouvia com uma voz de rigor, autoritária e aquele tipo de pessoa que costumamos dizer “não tem papa na língua”. As respostas chegavam de imediato sem precisar pensar muito.

Pessoalmente a imagem é outra. Uma mulher baixa, com oitenta anos, culta, inteligente e simpática, segura, sábia, próprio dos que estão sempre com o livro nas mãos e a força da idade que lhe arrecada diariamente acúmulo de experiência de vida.

A palestra tratava de três mulheres no divâ de Freud, segundo sua visão fictícia. Capitu, de Machado de Assis; Ema Bovary, de Gustavo Flaubert; e Ana Karenina, de Tolstói. Ao terminar a palestra disse umas piadas muito engraçadas, rimos muito.

Levantei-me, fiz elogios, e, ela toda engraçada: Diz mais rsrs. Ofereci um poema sobre o Dia Internacional da Mulher, pedi que ela lesse, mas ela disse que eu declamasse e passou a dar autógrafos no livro.


* Dia Internacional da Mulher
        08 de março

Quando acordei estava na calçada
Correntes quebradas livre a mente
Nas mãos nem a vanguarda atiçada
Vedava estradas, grandes afluentes
        Nós as mulheres...
 
Olhando distante, porta aberta
A prole minguando, decaía!
Longe do fogão, a vida desperta
No livro, a força em alforria
     Nós as mulheres...
 
Abrindo a cortina a peça bramia
Entre gritos e aplausos que vem
No peito agonia a fera rugia
Baixou o cio do comando aquém
       Nós as mulheres
 
Galgando degrau de noite ou dia
Não só a professorinha delicada
A advogada nas leis que, ousadia
Na astronauta, a imensidão assedia
        Nós as mulheres
 
Executiva, lixeira, e guerreira
Militar, médica, e poetisa
Até mecânica ou ferreira
Pinta a tela, baila, e profetisa
     Nós as mulheres
 
Choramos, sorrimos, reivindicamos
Abraçamos nossos ideais, lema
O sonho? Ah, viaja e encontramos
No poetar as estrelas um poema
No real pé no chão sem dilema
      Nós as mulheres
 
Não apagamos a essência mulher
Mãe dedicada, amante, companheira
Unindo alegria sem a lágrima abster
Ousamos, levamos além, a bandeira
Da paz, sem guerra além fronteira
         Nós as mulheres...
          Estamos aqui
 
 SoniaNogueira

Publicado por sogueira em 07/03/2010 às 22h36
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17/02/2010 18h15
*AMIGOS
              

            Amigos

São tão necessários, e tão poucos que precisamos peneirar para conseguirmos chamá-los/las de amigos/as. Amigo/a verdadeiro/a é aquela pessoa que confiamos, entregamos nossa alma, nossos problemas, como um confessor.. Problemas estes que muitas vezes não ousamos nos dispor, por falta de compreensão, apoio, segurança.

A confiança depositada noutra pessoa é demonstração de firmeza que ela nos demonstrou durante todo o processo na entrega de suas palavras e ações.

A amiga/o protege, eleva, cultiva auto-estima, parabeniza, no pequeno ou grande sucesso, está sempre presente na alegria na tristeza é um bom ouvinte.

Mas percebo que neste mundo acelerado de mudanças constantes o individualismo se apodera cada dia mais das pessoas. Há algo em troca, recompensa ou destaque em promoção para que se façam amigos. O Destaque do outro incomoda, a felicidade causa inveja, no insucesso o outro se vangloria.

Assisto tanta pequenez em certas atitudes que realmente me incomodam. As pessoas parecem que não se sentem bem em elogiar, reconhecer no outro algo de grandioso nas pequeninas coisas.

É tão fácil um sorriso, um aplauso, um elogio, uma amizade sincera, duradoura. Diz-se que o homem é um animal politicamente sociável e não gosta de estar só. A companhia do outro é sempre necessária e essencial. Porém estou concluindo que ás vezes o homem é um animal anti-social que se dar melhor consigo mesmo em vez de procurar a conivência do outro. Há tantos desentendimentos em família e nos grupos que me impressiona tal comportamento.

O eu toma espaço na nossa mente o outro somente se trouxer vantagens.

Amigos verdadeiros estão em extinção. Tenho muitos conhecidos e poucos amigos. Quero aumentar minha quota, rsrsrs

   
SoniaNogueira

 

 


Publicado por sogueira em 17/02/2010 às 18h15
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06/02/2010 17h27
*FELICIDADE
 


 
 *Felicidade

Costuma-se dizer que a felicidade de cada um não depende dos outros e sim, da própria pessoa. Cada um é construtor da sua história, do sofrimento, da alegria, da infelicidade ou da infelicidade, dos sucessos ou fracassos. E, que, a felicidade nunca é completa, temos apenas momentos felizes.

Em parte eu concordo. Mas uma vez que convivemos com pessoas, elas estão atreladas a nós em quase todos os momentos. Excetuo, apenas, nos momentos que não queremos partilhar, por questões pessoais ou por opção de confiabilidade. Elas portanto contribuem para felicidade e bem estar.

Vivemos em conjunto quer familiar, escolar, esportivo, social. Mesmo as pessoas que moram sós estão interligadas a outras pessoas em situações acima citadas. E basta uma palavra, um elogio, um toque de mão carinhoso, um olhar de amor, para que a gratidão sobreviva ali pelo menos por momentos ou se registre na memória.

Algumas pessoas não medem palavras para ofender, humilhar, desrespeitar, desvalorizar o outro, sem ao menos se perguntar e se fosse comigo como eu ficaria.

Reconheço que os valores de cada um são inerentes à sua formação moral e educativa, porem não procura elogiar, aplaudir, reconhecer até que ponto o outro está contribuindo em informações, muitas vezes desconhecidas e que ao ouvir engrandece o conhecimento da quem, por despeito, creio eu, falta de educação, cavalheirismo solta palavras inoportunas sempre.  

É tão bom ser feliz, ou ter momentos felizes. É bom para saúde, para manter amigos, compartilhar emoções, arrancar um sorriso.

Conheço uma boa percentagem de pessoas que, por baixo do pano, cria situações de infelicidade para os outros e ainda se vangloria e fica feliz com a infelicidade e a tristeza do outro. Sem lembrar que, a bondade ou a maldade que proporcionamos aos outros nos retorna do mesmo tamanho e muitas vezes em dobro.

Gosto de dar elogios, quando acho necessário. Caso contrário me calo para não causar ofensa à outra parte. Procuro sempre ofertar aos outros, aquilo que gostaria que me ofertassem, mas nem sempre há reciprocidade.

A amizade verdadeira cativa, cultiva amigos e as mãos sempre ficam perfumadas quando oferecem rosas.

 

  SoniaNogueira

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por sogueira em 06/02/2010 às 17h27
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22/01/2010 12h54
*VOLTEI
 
 
  Voltei

 
Tudo é grande quando gostamos do que fazemos. Passei duas semanas sem meu PC. Parece que faltava um pedaço de mim. As coisas não se encaixavam no lugar certo, algo faltava no decorrer do dia. Precisei
comprar outro. Agora estou me adaptando ao novo colocando o correio
em dia, instalando programas.


A escrita preenche parte da minha vida, a poesia em especial. Gosto
dos comentários dos amigos, do retorno na resposta, desta amizade desconhecida, à distância que as palavras nos tornam amigos,
parecendo próximos e verdadeiros.


Também houve uma despedida eterna. Minha tia com 97 anos faleceu
pura de corpo e alma. A igreja foi sua segunda casa num povoado
chamado Giqui, município de Jaguaruana. Ela era daquelas que Deus
é o senhor de todas as decisões. Tudo aceitava com resignação e humildade.


A bondade e o sorriso acompanhou-a sempre em todos os momentos bons ou ruins. Deus designou, dizia. Não podemos ir contra a fé de uma abeça estruturada e enraizada para o bem maior. Ajudei-a financeiramente durante 17 anos. Deus a tenha com Ele. Segundo sua descrição na hora da morte que dizia está vento anjos e irmãs que já se foram. A mente e o coração via de acordo com sua crença
.

Saudade Tia Alice

 





Publicado por sogueira em 22/01/2010 às 12h54
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